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Moçambique: As promessas por cumprir
Mocambique é um país de desafios. Foi palco nos ultimos 40 anos de grandes mudanças: em 1975 foi proclamada a indepêndencia naBemcional após 10 anos de luta armada conduzida pelos nacionalistas da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), terminando assim séculos de opressã e exploração colonial portuguesa. Entre 1976 e 1992 Moçambique esteve envolvido numa nova Guerra, desta vez declarada pela RENAMO (Resistência Nacional de Moçãmbique) que se oponha as opções de desenvolvimento socialistas da FRELIMO.
Em 1994, com a assinatura dos acordos de paz entre a FRELIMO e a RENAMO é quebrado o ciclo de guerras e são renovadas as esperanças de um desenvolvimento em paz, num estado democrático, multipartidário e de justiça social.
Muito há contudo a fazer para para vencer o desafio de melhoramento das condições de vida das crianças e jovens deste país que nos primeiros anos da indepêndencia nacional eram chamadas pelo primeiro Presidente da República moçambicana de “as flores que nunca murcham” e de “seiva da nação”.
Apenas 62% das crianças concluem a escola primária (5. Classe) e apenas 7% das raparigas e 8% dos rapazes frequentam a escola secundária (UNICEF 2009).
Mais de 50% da população mocambiçana vive em situação de absoluta pobreza, ainda que entre 1998 e 2006 este indice tenha reduzido de 70% para 60%. O objectivo do Governo mocambiçano é de reduzir para menos de 50% em 2010, de acordo com o Plano de Accao para Redução da Pobreza Absoluta , PARPA II, 2006- 2009.
A redução ou eliminacão da violência contra as criancas, particularmente a violência e o abuso sexuais, do HIV/AIDS, do limitado acesso aos cuidados de saúde são outros dos importantes desafios a serem vencidos para cumprir a promessa de garantir uma melhor vida as flores que nunca murcham e a seiva da nação, tornando Moçambique num país próspero.
Se é verdade que estes desafios são grandes, maior temde ser a nossa determinação e empenho para não adiar por mais tempo as promessas feitas, os sonhos de milhões de crianças e jovens moçambicanos e o seu direito de uma vida digna. Pela nossa contribuição na realização destas promessas se mede o valor das nosa acções.
Boia Efraime Junior

